segunda-feira, outubro 24, 2005

Ao desafio e ao despiqui que nunca se cale o biqui...

Bém tem mesmo que ser...e perguntam bém, o que é que tem de ser?
Derrepentemente(...ó Gomes isto é pub subliminar....) sem mais nem menos no post talkontest instalou-se uma guerra fraticida, daí ter decidido abrir-lhe uma porta para o efeito.
Foi sábio e douto o 1º comentário que pede para limpar o seu próprio entulho, nada mais acertado. O maldizer está de volta!
Terá sido da palavra com ar anglo-saxónico, que atiçou os espíritos regueifeiros, despiqueiros e martelinhos para uma boa desgarrada .
Estão abertas as "hostipitalalidades" .

Acerquem-se, acerquem-se que a Europa decideu!!!!!!
Acabou, é o fim...
não o querem quente nem molhado,
nem pensar manuseado, muito menos massajado...
Isto de puinto ao ar livre foi um ar que se lhe diu..........

ao ataque flibusteiros do cavaco e da "acordio" degladiainde-vos com neologismos ihihihihhiih?!? (esta último riso.....repararam, está ai a festa das abóboras luminosas, não resisti.)

51 comentários:

Cantareu disse...

Olha lá amigo Miguel.
Do que te foste lembrar.
Um sítio para mal dizer.
Que eu vou agora inaugurar.

Não tem nada que enganar.
É botar faladura para a frente.
Aproveito a inauguração.
Para me candidatar a presidente.

Quero mandar nesta boa gente.
Quero ser o senhor fulano de tal.
Elejam-me Presidente.
Só eu posso salvar Portugal.

Não será escolha fatal.
Não serei presidente matreiro.
Reparem bem no meu nome.
Estou habituado ao poleiro!

Cantareu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Cantareu disse...

Para a campanha começar.
Prometo branco e tinto.
E mesmo que tenham gripe.
Haverá sempre muito pinto.

Rissóis, croquetes e chouricito.
Também máquinas de lavar.
De tudo vos darei, ó povo.
Só tereis que em mim votar.

Acabarei com vosso penar.
Chagas, verrudas e outros ais.
E já que estou com a mão na massa.
Acabarei com os hospitais.

Que esses são sítios dos tais.
Onde não se cura nada.
Abrirei, isso sim, mais discotecas.
Para a malta andar mais animada.

Ah!Ah!Ah!
A seguir há mais...

Cantareu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Cantareu disse...

E para animar a moçoilada.
Para além de muito tintol.
Mandarei fazer às resmas.
Mais estádios de futebol!

Das equipas já tenho o rol.
E com certeza já vos digo.
Em todas bom futebol.
Porque em todas vai jogar o Figo.

E como sou vosso amigo.
Só vos querendo agradar.
Só haverá cartões azuis e brancos.
E os jogos eu mesmo vou arbritar!

Nuno Vieira disse...

dasse, que grande poeta...nem foi preciso cacarejar...

:)

Cantareu disse...

Amigos, não é para me gabar.
Só quero levar Portugal para a frente.
Mas "tendes" que votar em mim.
Eu tenho que ser Presidente!

E para ser diferente.
Que o estado trás as pessoas enganadas.
A seguir aos estádios de futebol.
Mandarei fazer mais autoestradas!

E por causa das causas frustradas.
Depois da malta sair da bola.
Vai tudo andar para a autoestrada.
Que essas vão ser de borla!

A mim ninguém enrola!
A mim ninguém consegue enganar!
Eu quero ir para onde me apetece.
Sem ter que para isso pagar!

Cantareu disse...

Até já me estou a embatucar.
Já há quem me chame poeta.
Amigos não vos deixeis iludir.
Eu tenho é pelo na venta!

Não é por falta de ferramenta.
Que os meus "bagos" tem bom nome.
Quem quiser fazer-me frente.
Vai ter que ser muito "home".

Cantareu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Cantareu disse...

Nos cartazes de campanha.
Não ireis ver querubins!
Não ireis ver a minha fronha.
Só vai ter gaja boa, todas elas manequins!

Também vou pôr algumas velhinhas.
Mais os miúdos, seus netinhos.
Que quero agradar aos de fora.
E também aos meus vizinhos.

Em alguns vou pôr paisagens.
Que são sempre boas de ver.
Assim, comigo a presidente.
Já imaginais as férias que ides ter.

Cantareu disse...

Por hoje vou descansar.
Amanhã continuo os desacatos.
A ver o que dizem os meus opositores.
Que estão calados que nem ratos!

Comvinha disse...

De tão corrosivo ser, aviso-o sô presidente.
Tenha mais calma c'o seu linguajar vaidoso
se falha, e não dá presunto do bô e do honroso.
Passa a picado de carne pr'ó cão mais exigente.

Cantareu disse...

Não me engasgo tão facilmente.
Nem com tão pequeno caroço.
Para o povo, o melhor presunto.
E para o cão ficará o osso!

Com esta a voz engrosso.
Só a verdade digo aqui.
O presunto vai ser grande e famoso.
O osso vai chegar para o cão e para ti!

Tenho vaidade no esforço.
De lidar com a ralé matreira.
Se vens com pedras na mão.
Vou-te passar na minha peneira.

Que é essa a boa maneira.
De saber quem é jeitoso.
Não passará no meu crivo.
Quem, como tu, for tão fanhoso.

Mas por ser homem famoso.
Pela imensa paciência.
Ficas desde já perdoado.
Por tua falta de sapiência.

Comvinha disse...

P.P.P

Vadios! Em banquete de champanhe e caviar
Ó presidente fascista que não admite um reparo
tu mais teu séquito serôdio, obeso e muito caro
Só uma retorta das grandes, num sítio a indicar

Sepulteiros e sanguessugas, e lá, chupam!
Lá, enterram! Pedem contenção e paciência
cabrudos cornões, homens bôs e de ciência
Indico o sítio alargar, sítio por onde defecam.

Fumam charutos e sugam, tal qual belas meretrizes
Deglutem bolos, biscoitos e já nao comem bacalhau
o único bém que conhecem, é o pensamento calhau
Em buraco fundo enterrados, viveriamos mais felizes!

Dedicado a todos os palermas políticos do poleiro.

Tono Jovim disse...

Mas que rica poesia,
Tão popular e tão bela,
O galinho Cantareu,
Ficaba bem numa cabidela.

Cantareu disse...

Recomendo-te aos céus.
Mas não sejas camafeu.
Lá os garnizés que conheces.
Não são briosos como eu.

Com a graça que Deus me deu.
Quero acabar com essa raça.
Os políticos já cheiram a mofo.
Estão corroídos pela traça.

E salto para o meio da praça.
Apelo ao povo amigo.
Mas se vens armar arruaça.
Olha também acabo contigo.

Com o calhau me empertigo.
Tiveste tiro certeiro.
Mas olha que eu sei partir pedra.
Tenho formação de pedreiro.

Eu é que vou ser o obreiro.
Desta gloriosa nação.
Não vai haver champanhe foleiro.
Só presunto, vinho e pão.

Eu não vou ser um ladrão.
A quem o for meto o pau.
Presunto vinho e pão.
E a seguir bacalhau.

Também consigo ser mau.
Ai de quem se atravessar.
Quem não gostar de bacalhau.
Vai aprender a pescar.

Não tem nada que enganar.
Temos que ser resolutos.
Comigo todos vamos ser ricos.
Todos vamos fumar charutos.

Também vai haver muita fruta.
Criada no nosso quintal.
Para nos adoçar a boca.
Só doce tradicional.

Li a dedicatória rectal.
Que termina os teus dizeres.
Por mim enfia lá os garnizés.
No buraco que quiseres.

Mas cuida de teus afazeres.
Vais ter muito que laborar.
É que se o buraco for teu.
Tens que o mandar alargar.

Cantareu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Cantareu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Cantareu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Cantareu disse...

O Tono deves ser brasileiro.
Tem um cantar trapalhão.
E sei que lá no país donde vem.
Só comia arroz e feijão.

Mas olhai vou dar-lhe a mão.
Que sou homem caridoso.
Amigo, se votares em mim.
Eu quebro para você esse troço.

Que com teu povo bem eu posso.
Porque tive ideia genial.
Vou reconquistar o Brasil, ó moço.
Passa a ser outra vez Portugal!

Comvinha disse...

Popularucho discurso, deste político sem igual,
vamos mantê-lo gorducho para o espetar num pau.
É carapau de corrida brinda-nos com senso comum
vamos responder à letra a ver se isto dá o pum.

Na praça ou no curral.
Tua figura é um insulto.
Devias estar na choldra.
Sem merecer o indulto

Não insultes a profissão.
É gente de muito labor.
Nunca partiste um pau de giz.
Mas pensas qu’éscritor

O obrar que tu percebes.
É feito numa só posição.
Homens sentados e quedos
Não fazem falta à nação

Vanglórias de gente séria
De pulso firme e certeiro
Lá diz a prima Galdéria
Mais um sério, trapaceiro

Tens razão quando falas de ti
Mais certo não podes estar
Se queres comida na mesa
Vai mas é tu trabalhar

Enganas-te até a ti próprio.
O psiquiatra dá-te uma ajuda
Desses ricos que tu falas.
Olha, moram todos em Cuba

A fruta é para apreciadores.
Malta decente e gente sadia.
Terias teu doce e tua fruta
Se trabalhasses ao menos um dia

Quem enfia as carapuças.
Garruços, bonés chapeladas
É de ego grande e largo
Quer as nalgas bém alargadas

Continuas com essa conversa.
De quem trabalha realmente
De noite alargam-te por trás
De dia tens o andar indecente.

Tono Jovim disse...

Fique descanchado, amigo político,
que voto em si com fervore
Não estou enteressado em desafia-lo
porque vejo que fala decore.

Engana-se no entanto
este cantareu sobre minhe
Não sou brasileiro, nem quero
Mas também não sou de Jobinhe.

Bem precisaba a nuossa terra
de ter outra bez o brazile,
em bez dum cherne tinhamos uma lula,
e os bons cús eram aos mile.

Amigos combinha,
bou ter que trabalhare,
que bem gostaba de ser político
para andar a pastare.

Cantareu disse...

Já vejo que é bicho teimoso.
Se calhar até tem a orelha grande.
Mas deixai estar meu povo.
Que eu vou atrás ele adiante.

Vai à frente confiante.
Eu vou atrás a fazer troça.
Mas entre mim e ele, ó gente boa.
Vai pelo meio a carroça.

Por isso vos digo em boa prosa.
Não vos deixeis ofuscar.
São animais como este.
Que os obtusos usam para nos enganar.

Mandam-nos fazer a feira.
Como se fossem sózinhos.
Mas quando se vai a ver.
Eles são todos vizinhos.

São todos da mesma prol.
Vestem todos a mesma farpela.
São como animais de curral.
Comem todos da mesma gamela.

Este não merece amigo.
Logo eu que não vou em cantigas.
Vai ter que se haver comigo.
Vou ensinar-lhe das antigas.

Cantareu disse...

Ó Tono, pastar é para o gado!
É o que vejo por aqui.
E olha, vais ficar ougado.
Que a erva é boa de mais para ti!

Irra que pareces manco.
Deves ter a perna torta.
A roçar assim a fuça pelo chão.
Só deves comer bolota.

Mas não quero fazer batota.
Não quero abusar da tua condição.
Vou-te arranjar um emprego.
Serves-me para limpar o chão.

Cantareu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Cantareu disse...

O tal que se diz "Combinha".
Vem com prosa de doutor.
Mas pelo barulho do seu zurrar.
Parece ser grande estupor.

Fala de "nalgas" com fervor.
Diz que as quer alargadas.
Deve andar com elas ao léu.
Deve ter a calças rasgadas.

Devem estar muito pisadas.
E digo-vos agora aqui.
Parece-me que assim estão.
De tanto levar aí.

Mas como ainda não o vi.
Adivinho que tem boa testa.
Se calhar até enfeitada.
Deve ter cara de besta.

Com esta me vou benzer.
Não bato mais no ceguinho.
Mas gostava de o conhecer.
Só para lhe ver o focinho.

Devia aqui por o seu retrato.
Que traz o povo enganado.
E também lhe arranjo um emprego.
A puxar o meu arado.

Tono Jovim disse...

Cantareu dos buracos largos,
Por quem me tomas com tais indícios?
Leva a campanha p/ outros lados,
Pq eu não tenho os teus bícios

Comvinha disse...

De pensar chué e discurso populista
Não te venhas desculpar
Tu não passas dum chupista

A tua forma de abordar
Este assunto de hospício
Pelo tipo de discurso
Deves perceber do ofício

Mantens o assunto fresco
São “estórias”de sevícia
O teu buraco é bem vesgo
Serve as gentes da milícia

A figura que tu imaginas
em nada a ti se assemelha
Seu perna de pau balofo
Cara torta e olhar d’esguelha

Não te adianta rezar mais
Nem o velho demo t’acode
Não somos de mesma raça
Tua cauda a mosca sacode

Por falar em lindo retrato
no arado e na carroça
Emprego num arranjas tu
Sais-te agora da choça.

Cantareu disse...

Acabar com os hospitais.
Não é assunto mediático.
Por causa de anormais como este.
Ficam os do foro psiquiátrico.

O "Combinha" usa fru-fru.
E até parece que gosta.
Gosta de mostrar o c...
Gosta de andar com ele à mostra!

Tu és fulano do contra.
E vou-te dizer com desdém.
Olha que eu não sou como tu.
Não mostro o c... a ninguém.

E eu que nunca tal coisa vi.
Valham-me Cristo e os apóstolos.
Olha que eu ao contrário de ti.
Ainda não preciso usar óculos!

Eu sei que sou homem de raça.
E sou muito amigo da festa.
Cauda terás tu ó meu rico praça.
Mais aquilo que te enfeita a testa.

E para terminar a resposta.
E este energúmeno calar.
Tu é que ainda vais acabar preso.
Ao presídio te irei visitar.

Comvinha disse...

Já não diz coisa com coisa
que passa com se cabeçÔ
Dificuldades de expressão
não dá mais, óó já pifÔ

Cáca e tutú,lólo e mémé
que tristeza sem ideias
fraldinhas para ti bébé
tens cocozinho nas meias

Os fulanos vivem em África
Gente sábia e com gúru.
Podem viver no mato mas...
Comem bichos mai’lindos que tu

Nunca biste, nem bais bere
Reza lá ao teu são macaco
Beu besgo e borelhudo
que nunca sai do barraco

Raça têm todos os bichos
de curral, isso eu respeito
Realmente estás nessa prole
Tens sorte dá-te por satisfeito

Então foste ao dicionário ver...
Palavras como, ener, gú e meno
Na localidade onde moras
Só te dão a comer molhos de feno.

Cantareu disse...

Mas que grande fenómeno.
Me saiu este animal.
Mais parece cão rafeiro.
Só ladra mas não faz mal.

Deve ser raça especial.
Ou então estou enganado.
Se calhar este não morde.
Por não ter dentes, ser desdentado.

Vou-me deixar estar sentado.
Enquanto ouço suas tretas.
Coitado do fenomenal.
Que não se aguenta das canetas.

Ao menos eu não estou aqui com tretas.
Apresento ao povo o meu projecto.
De todas as intenções que tenho.
A primeira é acabar com este dejecto!

Apresenta-se a terreiro.
Com lérias e desacato.
Nasceu em noite de trovão.
Deve ter cara de macaco.

E digo-o com conhecimento tal.
Que é preciso para cantar bem.
Conheço bem este animal.
Há muitos na côrte de onde este vem.



E apregoa a ignorância.
Por eu estar documentado.
Por eu ler o dicionário.
Que para mim é livro sagrado.

Por ter nele estampado.
Toda a letra das cantigas.
Para ensinar a este asno.
As modinhas mais antigas.

Que isto do desafiar.
Não é, olhai, para quem quer.
É preciso saber cantar.
E saber o que se vai dizer.

Não é fácil de fazer.
Exige esforço e dedicação.
Não é só guinchar ao vento.
Como faz o macaco morcão.

Cantareu disse...

Para a frente é que é o caminho.
Não esqueci minha intenção.
De ser este o meu desígnio.
Governar esta Nação.


Vou mandar deitar abaixo.
Todas as árvores podres.
Mandar semear umas novas.
Que dêem sombras mais nobres.

Que somos um dos sítios mais pobres.
No tocante à floresta.
Arde-nos a mata quase toda.
E a que sobra já não presta.

Tenho pena da passarada.
Da sorte que Deus lhe deu.
Não tem casa, anda engripada.
E afinal são parentes meus.

Não somos terra de fariseus.
Quero ter a casa arrumada.
Satisfazer um dos gostos meus.
Poder fazer uma boa caçada.

Tono Jovim disse...

Mais não faz este galo,
do que tentar insultare.
Deram-lhe um pouco de troco,
e logo se pôs a armare.

Olha lá, ó pseudo-político,
nunca te disseram a ti,
que se num mandas em casa,
não queiras mandar aqui.

Falas em modas antigas,
como se fosses bom cantadore.
Mas desafinado como cantas,
nunca chegarás a doutore.

Queria o ver no meio de cantadores,
desses que poboam o Minho.
Aqui pensa que é o maiore,
mas lá ficava todo borradinho.

Cá para mim este político,
foi albo de amnistia.
Pelos traumas que apresenta,
deve ter bindo da Casa Pia.

Coitado só podia ser político,
fala da floresta e da nação.
Mas desde que caiu do berço,
que não passa dum morcão.

Mas olhem o que bos digo,
este galo que canta assim.
Bai bem lançado na campanha,
debe ser da laia do balentim.

Não tenho as suas pretensões,
nem tão pouco a sua lata.
Só bim aqui parare,
porque gosto duma boa tocata.

Nuno Vieira disse...

Roses are red,
Violets are blues,
Tou com uma tal ressaca
Que ainda caio de cú.

Roberto Iza Valdes disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Comvinha disse...

As flores dão grande ressaca?
As piores são os junquilhos...
Bebesses menos amigo
Podias ter caído de quilhos.

Cantareu disse...

Diz o burro que desafino.
Animal de pobres falas.
Ele que é mouco das orelhas.
E nos olhos usa palas.

Não quero mandar aqui.
Só quero fazer uma boa farra.
Só quero mandar em bestas como esta.
Que são bons animais de carga.

Acerca da autoridade.
Que é coisa que tenho na pele.
Diz-me que não mando na capoeira.
Logo este que não manda na dele.

Ainda vou mandar nele.
Ainda o vou ter que dobrar.
Vou mandar polir-lhe os cascos.
E à minha carroça atrelar.

Maria da Fonte disse...

Não sei se o presidente
Vai de frente, ou de trás….
Não sei se lhe chame poeta
Ou proxeneta

Falas muito e tocas pouco
Cantas mal e não é de rouco
Em casa não tens mão
Por isso mudaste de posição

Fiquei muito decepcionada
Pensei que era música tradicional
Afinal é um blog gay
Onde o presidente é o rei

Maria da Fonte disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Maria da Fonte disse...

Façam lá o que vos apetece
Se se querem embatucar
Mas a mim o que me parece
É que se querem enrabar…

Cantareu disse...

Temos franga nova no terreiro!
E tem belo cacarejar!
Salta cá para a minha beira.
Ai, que ainda te vou galar!

Que isto de querer ser presidente.
Tem muito que se lhe diga.
Faz falta a um galo imponente.
Uma franga que lhe esfregue a barriga.

Não sou amigo da intriga.
Sei tratar dos meus assuntos.
Com uma franga como tu.
Faço duas ou três ninhadas de pintos.

Cantareu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Cantareu disse...

Para o tal que vem do Brasil
Que tem linguarejar rafeiro.
Ainda te mando limpar a boca.
Se dizes mal do Major Loureiro.

É que não tens maneiro.
Nem casta nem educação.
Para vires para aqui dizer mal.
Do maior amigo da Nação!

Que te sirva de lição!
Para não dizeres coisas feias.
O Major é da minha afeição.
Partilhamos todas as ideias.

Não continues com tuas diarreias.
Que não há quem te eleja.
O Major, que já é presidente.
A muitos, como tu, faz inveja!

E não vai haver quem me impeça.
De defender sua honra!
Se dizes mal se sua excelência.
Mando partir-te a tromba!

Que é homem de arromba!
Que é homem de boa prole!
Este país não estaria como está.
Se houvera, como eu, mais meia dúzia como ele!

Cantareu disse...

A cantar ao desafio.
Não sou de dar parte de fraco.
Salta cá para a minha beira.
Enfio-te o poleiro no buraco.

No tocante a doutoramento.
Eu tenho educação superior.
Tu lá sabes o lamento.
De seres grande estupor.



A respeito da proveniência.
Minha terra é o Mundo.
Não sou como os da tua descendência.
Que nascem no buraco mais fundo.

Tu que tens cara de defunto.
Tão feia como a noite escura.
Tu é que fugiste do orfanato.
Pelo buraco que a ratazana fura.

Deves ter nascido em cama dura.
Tu é que me saíste grande morcão!
Eu nasci em ninho com fartura.
Não nasci como tu, no chão!

Cantareu disse...

Mas vou a campanha continuar.
Que é essa a minha vocação.
As eleições estão à chegar.
E ainda vai no adro a procissão.

E a propósito de profissão.
Do meu modo de viver.
O trabalho, que aborrece.
Eu não preciso de o fazer.

Já se estava mesmo a ver.
Só me faltava cantar o fado!
Eu não preciso trabalhar.
Que eu já nasci reformado.

E por falar em tal estado.
Não quero ser caso excepcional.
Acabo com isso do "trabalho".
Vou reformar Portugal!

E não vai haver reforma fiscal.
Nem imposto sem jeito.
Não vai ser preciso fazer nada.
Vamos comprar já tudo feito!

Maria da Fonte disse...

Prefiro cão raivoso
A galo defeituoso…

Cantareu disse...

Sou galo virtuoso!
Canto notas afinadas.
Hei-de ter sempre bom poleiro.
Para melhor abrir as asas!

Para os campeões as taças.
No capoeiro sou eu quem manda!
Mas se quiseres aconchego.
Chega-te cá para a minha banda.

Se fores uma boa franga.
Daquelas bem ajeitadas.
Com o meu bico formoso.
Sempre te dou umas bicadas.

Nuno Vieira disse...

Mas que grande cantoria.
Vi eu por aqui ao passar.
Eu que não nasci poeta.
Vou por-me mas é andar.

Maria da Fonte disse...

mais vale cadela
que galinha

Mandrágora disse...

Estou embasbacado com tamanha prosa
Nunca vi nada igual
Parece um pico de linda rosa
Que tanta falta faz......
neste Portugal.

Roberto Iza disse...
Este comentário foi removido pelo autor.